(tradução)
A confirmação das primeiras mortes causadas por cólera em Moçambique acelerou as acções preventivas da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho junto de comunidades vulneráveis devastadas pela passagem do ciclone Idai.
Jamie LeSueur, chefe de operações da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICV) na Beira, avisa:
“Todos nós teremos que nos mover extremamente rápido para impedir que estes casos isolados se transformem noutro grande desastre além da actual crise causada pela passagem do Ciclone Idai. A Cruz Vermelha de Moçambique e a FICV anteciparam o risco de doenças transmitidas pela água desde o início desta tragédia, e estão preparadas e equipadas para lidar com esta situação. Temos uma Unidade de Resposta a Emergência com a capacidade de fornecer água limpa a 15.000 pessoas por dia, e outra Unidade de Emergência de Saneamento Básico capaz de atender 20.000 pessoas por dia.”
“Os voluntários da Cruz Vermelha de Moçambique, que são respeitados nas comunidades locais, estarão também no terreno a distribuir kits para o tratamento doméstico de água, que é uma das formas mais eficazes de prevenir a difusão da cólera” acrescentou LeSueur.
Outras medidas incluem a implementação de uma Unidade de Resposta de Emergência de Saúde da Cruz Vermelha, que chegará ainda hoje. Além de estar totalmente equipada para tratar casos de cólera e diarreia aquosa aguda, esta Unidade pode oferecer serviços médicos, cuidados neonatais e maternais e cirurgias de emergência. Está também preparada para servir 150 mil pessoas no âmbito do atendimento hospitalar e ambulatório.
A Cruz Vermelha de Moçambique tem voluntários especialmente treinados em gestão de cólera que responderam a surtos anteriores. Equipamentos para a criação de pontos de reidratação oral nas comunidades afectadas serão também implementados nos próximos dias.
O ciclone Idai matou pelo menos 446 pessoas em Moçambique e estima-se que tenha afectado 1,85 milhões de outras. De acordo com as Nações Unidas, cerca de 128.000 pessoas estão agora abrigadas em 154 locais colectivos em Sofala, Manica, Zambézia e Tete. As inundações afetaram mais de 3.000 quilómetros quadrados. Segundo fonte do governo moçambicano, cerca de 90.000 casas e meio milhão de hectares de terras agrícolas foram totalmente destruídos.



